21/09/2020

Gazeta Amparense

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Líbano ordena prisão de autoridades que permitiram estocar material de risco

Autoridades do Líbado determinaram a prisão domiciliar de autoridades do porto de Beirute responsáveis pela segurança e armazenamento de materiais.

Há suspeita de negligência pelo armazenamento incorreto de material químico de risco ter sido causa da megaexplosão, ocorrido na terça-feira, que feriu mais de CINCO MIL pessoas e deixou ao menos 135 mortos.

O número de vítimas pode ser ainda mais. As buscas seguem pelos escombros e existe a suspeita de que corpos podem ter sido arremessados ao mar.

As primeiras investigações revelam que mais de DUAS MIL 700 toneladas de nitrato de amônio estavam guardadas há mais de seis anos.

Trata-se de um fertilizante de alto poder explosivo.

O material chegou ao Líbano em 2013, num cargueiro russo com destino a Moçambique, segundo dados oficiais obtidos pela Al Jazera.

A embarcação estava avariada e foi retida no porto de Beirute. Os tripulantes abandonaram o barco, por medo do risco da carga transportada.

Segundo as agências internacionais, chefes da alfândega fizeram seis notificações à Justiça libanesa para encontrar um destino ao material.

Os pedidos ficaram sem resposta.